Decepciono-me
De ti afasto-me
Não sei perdoar
Averiguar
Averiguei
Quimeras trarão-me teu rosto
Envolto em turvas nuvens
De outrora
Risonho
Incompleto
Incerto
O que te faltava?
Plenitude
Estive ao teu lado
Pensei-me a ti suficiente
Espessas camadas do inescrutável
Queria amargurar-me
Juras
Juradas
Ultrajadas
Dúvida
Insegurança
Desconfiança
Julgares
Julgares
Julgares
Imponderável
Apodera-te depressa
sábado, 23 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Deriva
Amores burilados em profundidade
Descuidados
Naufragam
Imensos inebriáveis
Naufragam
Eternos imortais
Naufragam
À deriva
Descuidados
Naufragam
Imensos inebriáveis
Naufragam
Eternos imortais
Naufragam
À deriva
segunda-feira, 28 de março de 2011
Vasculhos mentais
Olá, leitores!
Sei que o combinado é uma postagem semanal - e ainda que seja de um poema.
Pois é, rememorando os conceitos poéticos de poesia, lembrei de uma poesia dadaísta que criei e da qual muito me orgulho.
É extremamente visual.
Apreciem-na:
Sei que o combinado é uma postagem semanal - e ainda que seja de um poema.
Pois é, rememorando os conceitos poéticos de poesia, lembrei de uma poesia dadaísta que criei e da qual muito me orgulho.
É extremamente visual.
Apreciem-na:
quinta-feira, 24 de março de 2011
Abraços Partidos
Vivendo sob o signo dos Abraços Partidos
Rompimentos definitivos
Uns doridos e sublimados
Outros relegados ao limbo
ora refluem]
[e ao limbo grassam
Tudo apascenterá
Que certeza me aventa?
O companheiro eterno e irrefutável
Rompimentos definitivos
Uns doridos e sublimados
Outros relegados ao limbo
ora refluem]
[e ao limbo grassam
Tudo apascenterá
Que certeza me aventa?
O companheiro eterno e irrefutável
quinta-feira, 17 de março de 2011
Amor em contas
Amar é para poucos
Amar é para sábios
Para fortes
Iludidos, perdidos ou debéis
Fiqueis onde deveis
Vis!
¡Mesquinhos e insensíveis!
¡Desumanos!
¡Torpes!
¡Crueis!
Ora, tu não percebes o que se passa diante dos olhos teus?
E em teu coração?
Não sentes crepitar a chama ardorosa do Amor, do puro Amor?
Despretensioso
Leve
Doado
(mas cobrado)
Ainda que em pequenas contas
Continhas de ponta de areia
Crescidas, são exigentes
Carecem de carinho e atenção
Ah, percebes agora o que é o Amor?
Fracos...
Por que fostes agraciados com a mais sublime das dádivas se sois porcos?
Esmiralarás tu com teu pesado coração a Perfeição cedida
Alma de um Coração semidesgostoso
À beira da desilusão
Vigoroso
Fortalecido
O mesmo Amor lacerado
[de suas ínfimas partículas transfigura a Dor em um laivo soberano de resistência
O Amor ressurge
Reconfigura-se
Refigura-se
Transfigura-se
Percebeis, vis
– ou pobres desavisados
Perdestes o essencial, que é invisível aos olhos
A lei natural aponta a transformação da essência
A essência permaneceu imaculada
Translocou-se
A essência permaneceu imaculada
Amar é para sábios
Para fortes
Iludidos, perdidos ou debéis
Fiqueis onde deveis
Vis!
¡Mesquinhos e insensíveis!
¡Desumanos!
¡Torpes!
¡Crueis!
Ora, tu não percebes o que se passa diante dos olhos teus?
E em teu coração?
Não sentes crepitar a chama ardorosa do Amor, do puro Amor?
Despretensioso
Leve
Doado
(mas cobrado)
Ainda que em pequenas contas
Continhas de ponta de areia
Crescidas, são exigentes
Carecem de carinho e atenção
Ah, percebes agora o que é o Amor?
Fracos...
Por que fostes agraciados com a mais sublime das dádivas se sois porcos?
Esmiralarás tu com teu pesado coração a Perfeição cedida
Alma de um Coração semidesgostoso
À beira da desilusão
Vigoroso
Fortalecido
O mesmo Amor lacerado
[de suas ínfimas partículas transfigura a Dor em um laivo soberano de resistência
O Amor ressurge
Reconfigura-se
Refigura-se
Transfigura-se
Percebeis, vis
– ou pobres desavisados
Perdestes o essencial, que é invisível aos olhos
A lei natural aponta a transformação da essência
A essência permaneceu imaculada
Translocou-se
A essência permaneceu imaculada
quinta-feira, 10 de março de 2011
Amores esfriando na geladeira dos sentimentos
Amores puros
Ocos
Vazios
Despidos de ardor
Antes intensos
Ora pútridos...
Doridos...
Pungidos
Comiserados
Amores dantes nunca sabidos
Insurgem pungentes
Grandiosos
Inesperados
Leais?
...
Traspassados pela barreira da provação
Quererte a mi lado
Burilados todos no fogo divino
?
Transponíveis
Sol....
Aparente
Real
Inconsentida
Preservada
Resguardada
Necessária
Venerada
Finda?
Amores frios requentados
? ¿?
Amores inebriantes resfriados
.....
Amores brutos?
Desejosos da verdade
A verdade
Verde
dá
de
ver
veria?
Alcançar
Queria
O
Mar
Ocos
Vazios
Despidos de ardor
Antes intensos
Ora pútridos...
Doridos...
Pungidos
Comiserados
Amores dantes nunca sabidos
Insurgem pungentes
Grandiosos
Inesperados
Leais?
...
Traspassados pela barreira da provação
Quererte a mi lado
Burilados todos no fogo divino
?
Transponíveis
Sol....
Aparente
Real
Inconsentida
Preservada
Resguardada
Necessária
Venerada
Finda?
Amores frios requentados
? ¿?
Amores inebriantes resfriados
.....
Amores brutos?
Desejosos da verdade
A verdade
Verde
dá
de
ver
veria?
Alcançar
Queria
O
Mar
terça-feira, 6 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
1º/10/2009
Uh! Acordado por meu irmão que fui, não me balei e voltei a dormir. Depois de cerca de uma hora, levantei e comecei a cuidar da vida. Estava a tomar café e assistir televisão quando ouvi a notícia de que a prova do ENEM havia sido adiada. Escrevo isso porque estava inscrito para fazê-la. É... já me formei, mas sempre é bom ter mais de um diploma. Te dá respaldo.
Não me abalei e me pus a reorganizar minha agenda. Logo depois, fui resolver a situação na loja que não havia revalidado meu cadastro. Antes, precisava passar na escola e pedir uma declaração que comprovasse que eu não era um farsante. Foi tudo muito rápido e tranquilo. Cheguei à loja e logo me dirigi ao setor responsável. Enquanto esperava, fui catar minhas peças dispersas (ficou bacana, né?!).
Depois de algum (bom) tempo, finalizei as compras. Fui à minha querida UFPA participar de um minicurso sobre semiologia e semiótica. Antes, almocei no R.U. (Restaurante Universitário) após encontrar meu irmão.
Fiz o minicurso e voltei pra casa. Dei uma fuçada na net e fui dormir.
Não me abalei e me pus a reorganizar minha agenda. Logo depois, fui resolver a situação na loja que não havia revalidado meu cadastro. Antes, precisava passar na escola e pedir uma declaração que comprovasse que eu não era um farsante. Foi tudo muito rápido e tranquilo. Cheguei à loja e logo me dirigi ao setor responsável. Enquanto esperava, fui catar minhas peças dispersas (ficou bacana, né?!).
Depois de algum (bom) tempo, finalizei as compras. Fui à minha querida UFPA participar de um minicurso sobre semiologia e semiótica. Antes, almocei no R.U. (Restaurante Universitário) após encontrar meu irmão.
Fiz o minicurso e voltei pra casa. Dei uma fuçada na net e fui dormir.
30/09/2009
Hoje meu dia começou tarde. Por volta de 10h da manhã. Não podia perder tempo e assim foi. Esqueci de rezar meu terço em honra a São Geraldo... Mas do resto lembrei. Ainda deitado, já que o telefone estava bem ao meu lado, liguei pra minha tia e negociei meu modem com ela. Logo depois, fui ao meu vizinho e acertei minha nova e mais velox internet (entenderam a pegada?!) – internet compartilhada: uma subversão consentida...
Aquele velho mal que me assola ainda não quis me abandonar e precisei recorrer a uma colega pra diminuir seus efeitos. Calma, não sou usuário de drogas. O mal é a falta de dinheiro. Ela quebrou meu galho e me arranjou algum.
Voltei para casa e cuidei dos afazeres domésticos. Quando tudo estava ficando pronto, vim para a frente do PC postar meu texto referente ao dia de ontem. Mas não deu... esqueci minha senha...
Quando percebi, já estava mais do que atrasado. Marquei à 15h com a mãe de uma amiga em uma loja que fica distante cerca de uma hora da minha casa. Foi com essa mesma hora que cheguei lá. Encontrei não só a mãe de minha amiga como ela e mais uma boa parte de sua família. Imediatamente, fui escolher minhas peças, todas muito bonitas. Ela já havia escolhido algumas. Terminada esta etapa, fomos ao caixa. O cartão não passou. Precisei atualizar meus dados cadastrais. As referências foram confirmadas, mas o funcionário que atendeu o telefonema na escola em que trabalho não me conhecia. Resultado: nada feito...
Raiva, raiva, muita raiva. Cheguei à situação denominada pela filosofia de situação limite (aquela em que ficamos de mãos atadas). Nada mais podendo fazer, segui meu rumo. Era também o dia da formatura de uma colega que estudou comigo, mas acabou se atrasando e não se formou comigo. Fui à parada de ônibus com uma amiga que ia pra aula na UFPA e como a solenidade era lá no extraordinário, monumental e sei lá mais que adjetivos usar pra descrever a imponência de tal construção Centro de Convenções da UFPA – mais conhecido como “Hangarzinho”. Não deu tempo de vê-la receber a outorga. Mas valeu a pena. Tiramos fotos e foi bem legal.
Me iludi pensando que ainda daria tempo de ir à minha aula de inglês. Como a solenidade terminou tarde, imaginei que aula da minha amiga estava acabando. Liguei pra ela e fui encontrá-la. Voltamos juntos.
Cheguei em casa, tomei banho e jantei. Meu irmão usava o computador. Avisei-o que precisava usar o “bichão”, como ele o chama. Enquanto ele terminava o que fazia, deitei-me em sua cama, quer dizer, dos meus pais, mas como eles não estão em casa sempre tem um esperto pra querer dormir lá! Lembro de ele ter me falado: “Mano, não vai dormir aí!” e eu ter respondido: “Tá. Só não demora!”.
No outro dia, bem cedo, ouvi sua voz: “Maninho, acorda! Maninho, acorda!”. Hum, que coisa não?!
Aquele velho mal que me assola ainda não quis me abandonar e precisei recorrer a uma colega pra diminuir seus efeitos. Calma, não sou usuário de drogas. O mal é a falta de dinheiro. Ela quebrou meu galho e me arranjou algum.
Voltei para casa e cuidei dos afazeres domésticos. Quando tudo estava ficando pronto, vim para a frente do PC postar meu texto referente ao dia de ontem. Mas não deu... esqueci minha senha...
Quando percebi, já estava mais do que atrasado. Marquei à 15h com a mãe de uma amiga em uma loja que fica distante cerca de uma hora da minha casa. Foi com essa mesma hora que cheguei lá. Encontrei não só a mãe de minha amiga como ela e mais uma boa parte de sua família. Imediatamente, fui escolher minhas peças, todas muito bonitas. Ela já havia escolhido algumas. Terminada esta etapa, fomos ao caixa. O cartão não passou. Precisei atualizar meus dados cadastrais. As referências foram confirmadas, mas o funcionário que atendeu o telefonema na escola em que trabalho não me conhecia. Resultado: nada feito...
Raiva, raiva, muita raiva. Cheguei à situação denominada pela filosofia de situação limite (aquela em que ficamos de mãos atadas). Nada mais podendo fazer, segui meu rumo. Era também o dia da formatura de uma colega que estudou comigo, mas acabou se atrasando e não se formou comigo. Fui à parada de ônibus com uma amiga que ia pra aula na UFPA e como a solenidade era lá no extraordinário, monumental e sei lá mais que adjetivos usar pra descrever a imponência de tal construção Centro de Convenções da UFPA – mais conhecido como “Hangarzinho”. Não deu tempo de vê-la receber a outorga. Mas valeu a pena. Tiramos fotos e foi bem legal.
Me iludi pensando que ainda daria tempo de ir à minha aula de inglês. Como a solenidade terminou tarde, imaginei que aula da minha amiga estava acabando. Liguei pra ela e fui encontrá-la. Voltamos juntos.
Cheguei em casa, tomei banho e jantei. Meu irmão usava o computador. Avisei-o que precisava usar o “bichão”, como ele o chama. Enquanto ele terminava o que fazia, deitei-me em sua cama, quer dizer, dos meus pais, mas como eles não estão em casa sempre tem um esperto pra querer dormir lá! Lembro de ele ter me falado: “Mano, não vai dormir aí!” e eu ter respondido: “Tá. Só não demora!”.
No outro dia, bem cedo, ouvi sua voz: “Maninho, acorda! Maninho, acorda!”. Hum, que coisa não?!
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