segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Pútrido Espólio

De ti?
Compadeço-me

Alimentas-te do meu opróbrio

Mas se é tudo o que tens
Como poderias maldizer-te

Voraz foste
Voraz te veio o escárnio

Sabes bem do que te ladeia
Preferes suplantar a verdade?

De ti!
Compadeço-me

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Do Tudo Muito

Te ter ao lado
Quis por muito
Tive
Perdi
Encontrei
Esvaiu-se

Corri
Parei
Esperei
Deixei
Surgiu

Vivi
Ilusões
Subterfúgios
Recusas
Pudores
Ilusões
Perdões
Decepções
Perdões
Alegria
Outrora
Alegria
Alegria
Muita
Os pés no chão
Constituíram
Por sempre
Minha serenidade
Minha integridade
Desvairado

Mantive-me em mim
Ousadia
ou...

Dói-me
Nada doer

Degeneração sentimental

Por favor, tesifiquem
Tergiverso

sábado, 23 de abril de 2011

Imponderável, Apodera-te

Decepciono-me
De ti afasto-me

Não sei perdoar
Averiguar
Averiguei

Quimeras trarão-me teu rosto
Envolto em turvas nuvens
De outrora

Risonho
Incompleto
Incerto

O que te faltava?

Plenitude
Estive ao teu lado

Pensei-me a ti suficiente














Espessas camadas do inescrutável

Queria amargurar-me

Juras
Juradas
Ultrajadas

Dúvida
Insegurança
Desconfiança

Julgares
Julgares
Julgares

Imponderável
Apodera-te depressa

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Deriva

Amores burilados em profundidade
Descuidados
Naufragam

Imensos inebriáveis
Naufragam

Eternos imortais
Naufragam

À deriva

segunda-feira, 28 de março de 2011

Vasculhos mentais

Olá, leitores!

Sei que o combinado é uma postagem semanal - e ainda que seja de um poema.
Pois é, rememorando os conceitos poéticos de poesia, lembrei de uma poesia dadaísta que criei e da qual muito me orgulho.
É extremamente visual.
Apreciem-na:

quinta-feira, 24 de março de 2011

Abraços Partidos

Vivendo sob o signo dos Abraços Partidos

Rompimentos definitivos
Uns doridos e sublimados
Outros relegados ao limbo

ora refluem]

[e ao limbo grassam


Tudo apascenterá

Que certeza me aventa?
O companheiro eterno e irrefutável

quinta-feira, 17 de março de 2011

Amor em contas

Amar é para poucos
Amar é para sábios
Para fortes
Iludidos, perdidos ou debéis
Fiqueis onde deveis

Vis!

¡Mesquinhos e insensíveis!
¡Desumanos!
¡Torpes!
¡Crueis!

Ora, tu não percebes o que se passa diante dos olhos teus?
E em teu coração?
Não sentes crepitar a chama ardorosa do Amor, do puro Amor?

Despretensioso
Leve
Doado
(mas cobrado)
Ainda que em pequenas contas
Continhas de ponta de areia

Crescidas, são exigentes
Carecem de carinho e atenção

Ah, percebes agora o que é o Amor?

Fracos...
Por que fostes agraciados com a mais sublime das dádivas se sois porcos?

Esmiralarás tu com teu pesado coração a Perfeição cedida

Alma de um Coração semidesgostoso
À beira da desilusão
Vigoroso
Fortalecido

O mesmo Amor lacerado
[de suas ínfimas partículas transfigura a Dor em um laivo soberano de resistência

O Amor ressurge
Reconfigura-se
Refigura-se
Transfigura-se

Percebeis, vis
– ou pobres desavisados
Perdestes o essencial, que é invisível aos olhos
A lei natural aponta a transformação da essência

A essência permaneceu imaculada
Translocou-se
A essência permaneceu imaculada

quinta-feira, 10 de março de 2011

Amores esfriando na geladeira dos sentimentos

Amores puros

Ocos
Vazios
Despidos de ardor

Antes intensos
Ora pútridos...
Doridos...
Pungidos
Comiserados

Amores dantes nunca sabidos
Insurgem pungentes
Grandiosos
Inesperados
Leais?
...
Traspassados pela barreira da provação
Quererte a mi lado

Burilados todos no fogo divino
?

Transponíveis

Sol....









Aparente
Real
Inconsentida
Preservada
Resguardada
Necessária
Venerada
Finda?

Amores frios requentados
? ¿?
Amores inebriantes resfriados
.....
Amores brutos?
Desejosos da verdade
A verdade
Verde

de
ver
veria?
Alcançar
Queria
O
Mar